
Se nas últimas semanas você viu notícia sobre carrapato e febre maculosa no seu feed, não é exagero da imprensa: o Brasil enfrenta um dos surtos mais graves dos últimos anos, com mortes confirmadas em pelo menos quatro estados.
São Paulo é o estado mais afetado, com 23 mortes confirmadas entre 24 casos da doença registrados em 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Minas Gerais já soma 11 mortes no ano, só em Jeceaba, na região central do estado, três óbitos por febre maculosa já foram confirmados. Espírito Santo e Rio de Janeiro completam o mapa de alerta, com 12 e 4 mortes registradas, respectivamente.
O ponto em comum entre os casos é a época do ano: entre julho e novembro, o carrapato-estrela (principal transmissor da doença) fica mais ativo, e a exposição em áreas de mato, rios e até parques urbanos aumenta o risco.
Em Goiânia, moradores chegaram a relatar suspeita de infestação de carrapatos no Parque Flamboyant — a prefeitura investigou e descartou o caso, mas o episódio mostra que o alerta já chegou também ao Centro-Oeste. Em Americana, no interior de São Paulo, a prefeitura publicou comunicado orientando a população sobre prevenção.
Entenda o motivo, o que observar no seu corpo e como reduzir a exposição em casa.
O que é a febre maculosa
A febre maculosa é uma doença infecciosa aguda, causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada do carrapato.
Segundo o Ministério da Saúde, duas espécies estão associadas aos casos no país. A Rickettsia rickettsii está ligada à forma mais grave da doença e é mais registrada no Sudeste e no norte do Paraná. Já a Rickettsia parkeri é mais presente em áreas de Mata Atlântica, com quadros geralmente menos severos.
Um detalhe importante: todo caso suspeito de febre maculosa é de notificação obrigatória às autoridades de saúde, que devem iniciar a investigação em até 48 horas. Isso explica por que casos como o de Jeceaba costumam gerar alerta oficial rápido.
Por que Centro-Oeste e Sudeste estão mais expostos agora
Dois fatores ajudam a explicar esse cenário.
O primeiro é a presença do carrapato-estrela. O Amblyomma sculptum, principal vetor da doença nessas áreas, é mais ativo em regiões de pastagem, mata e áreas com grande circulação de cavalos e capivaras, hospedeiros comuns da espécie.
O segundo é o calor crescente. O aumento da temperatura eleva a atividade do carrapato, que fica mais exposto em vegetação e gramíneas à espera de um hospedeiro.
Por isso, parques urbanos, trilhas, quintais com mato alto e outras áreas verdes também merecem atenção.
Sinais de alerta que pedem atendimento médico rápido
O maior risco da febre maculosa está no diagnóstico tardio. Fique atento a:
- Febre alta e dor de cabeça intensa.
- Dor muscular constante, náuseas, vômitos ou dor abdominal.
- Manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam e podem se espalhar para palmas das mãos e solas dos pés.
- Vermelhidão e inchaço nas palmas das mãos e sola dos pés.
Como esses sintomas se parecem com os de outras doenças, como dengue e leptospirose, é essencial informar ao médico se você esteve em trilhas, fazendas ou áreas de vegetação nos dias anteriores.
Em qualquer sinal, procure um médico.
Onde o carrapato costuma aparecer
O carrapato não precisa de mata fechada para estar presente. Ele é encontrado com frequência em:
- Mato alto e gramados sem manutenção.
- Quintais com vegetação próxima a muros e cercas.
- Parques e áreas verdes urbanas.
- Áreas frequentadas por animais, que também devem ser examinados após exposição a locais com presença de carrapatos.
Como reduzir a exposição em casa
Algumas medidas simples já diminuem bastante o risco de contato:
- Mantenha a grama do quintal aparada e evite acúmulo de folhas e entulho.
- Use roupas claras e de manga comprida ao caminhar em áreas de vegetação, o que facilita identificar o carrapato no corpo.
- Verifique regularmente pets e crianças após passeios em áreas verdes.
- Se encontrar um carrapato no corpo, remova-o com uma pinça, sem apertar, e lave o local com água e sabão.
O controle do ambiente é uma das formas de reduzir o contato antes mesmo de a picada acontecer. É aí que entram os produtos certos para cada situação.
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E os pets? O cuidado contra carrapatos também passa por eles
Além do controle no ambiente, os animais também precisam de atenção, principalmente após passeios em parques, quintais e outras áreas externas.
A inspeção frequente dos pelos ajuda a identificar a presença de carrapatos, enquanto produtos veterinários específicos complementam os cuidados contra parasitas.
É aí que entra a linha de cuidados para os animais da Kelldrin.
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Indicado para cães e gatos a partir de 60 dias de vida, o Shampoo & Condicionador Clorexidina 5 em 1 atua no tratamento e prevenção de pulgas, carrapatos e piolhos.
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Outra opção da Keldrinvet é o Shampoo & Condicionador 6 em 1, indicado para o tratamento e prevenção de diferentes parasitas.
O uso do inseticida deve complementar, e nunca substituir, a limpeza do quintal, a vedação de acessos e os cuidados de prevenção já indicados neste artigo.
Com a febre maculosa em alerta no Centro-Oeste e no Sudeste, agir na prevenção do ambiente é um passo importante para reduzir a exposição.
Se você tem dúvidas sobre qual produto da linha é ideal para o seu caso, fale com quem entende do assunto.
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