
Por que o frio não é trégua e o que fazer para proteger seu pet
Existe uma crença muito comum entre tutores de cães e gatos: quando o frio chega, os parasitas somem. A lógica parece fazer sentido afinal, calor e umidade são associados a insetos e bichos. Mas essa sensação de “trégua” no inverno é, na prática, um dos maiores erros que colocam pets e famílias em risco.
A verdade, segundo veterinários, é que pulgas e carrapatos não desaparecem com o frio. Eles se adaptam e muitas vezes se instalam ainda mais fundo dentro da sua casa.
De onde vem o mito?
O mito tem uma base real, mas incompleta. O verão, com suas altas temperaturas e umidade, cria condições ideais para que pulgas e carrapatos se reproduzam de forma acelerada. É quando as infestações ficam mais visíveis e os tutores ficam mais atentos.
O problema é confundir “reprodução mais lenta” com “ausência de risco”. No inverno, os parasitas não morrem eles mudam de comportamento. E essa mudança silenciosa é exatamente o que torna o período perigoso para quem baixa a guarda.
O que acontece com pulgas e carrapatos no frio
Pulgas: do quintal para o sofá
Com a queda de temperatura lá fora, as pulgas buscam calor onde ele existe: dentro da sua casa. Sofás, tapetes, cobertores, caminhas e frestas de piso viram abrigo ideal para que continuem seu ciclo de vida protegidas do frio.
O resultado? Uma infestação que começa silenciosamente no ambiente doméstico e só se torna visível quando já está avançada.
Carrapatos: ativos no jardim o ano todo
Os carrapatos seguem um caminho diferente. Eles permanecem ativos nos gramados, em folhas acumuladas e em áreas úmidas e sombreadas do jardim e continuam “embarcando” em pets e pessoas durante os passeios de inverno, sem qualquer pausa sazonal.
Além disso, tanto pulgas quanto carrapatos entram em casa “de carona” em roupas e sapatos de qualquer membro da família, mesmo sem contato direto com o pet.
O fator Brasil: um inverno que não é inverno para os parasitas
Em países de inverno rigoroso com temperaturas abaixo de zero e geadas prolongadas a atividade de alguns parasitas realmente cai de forma significativa. No Brasil, esse cenário simplesmente não existe na maior parte do território.
Em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Nordeste e no Centro-Oeste, o inverno é ameno o suficiente para que pulgas e carrapatos permaneçam completamente ativos. O problema não é apenas climático é comportamental: é justamente no inverno que a maioria dos tutores interrompe ou espaça os tratamentos antiparasitários, criando uma janela de vulnerabilidade que os parasitas aproveitam.
Riscos que vão além da coceira
Pulgas e carrapatos são muito mais do que um incômodo. Para os pets, as consequências de uma infestação mal controlada incluem:
Dermatite alérgica à picada uma das doenças de pele mais comuns em cães e gatos, que evolui com coceira intensa, feridas, queda de pelos e infecções secundárias. Em casos sensíveis, o tratamento pode ser longo e exigir medicação contínua.
Anemia e perda de peso infestações graves, especialmente em filhotes e animais mais frágeis, podem levar à perda significativa de sangue.
Transmissão de vermes intestinais pulgas são vetores de parasitas como o Dipylidium caninum, que infectam o animal quando ele se coça e ingere acidentalmente uma pulga infectada.
Febre maculosa, erliquiose e babesiose doenças transmitidas por carrapatos que representam risco de vida tanto para os animais quanto para as pessoas da família, especialmente crianças.
Esse último ponto merece atenção especial: os parasitas não fazem distinção entre o pet e os humanos da casa. Crianças que brincam no chão, em tapetes e em áreas frequentadas pelos animais estão expostas ao mesmo risco.
Como manter a proteção ativa no inverno
A boa notícia é que a prevenção é simples e não precisa ser cara. O que precisa, acima de tudo, é de continuidade.
Não interrompa o antiparasitário. Essa é a regra mais importante. A proteção precisa ser contínua para não criar janelas de vulnerabilidade entre aplicações. Converse com seu veterinário sobre o produto mais adequado ao perfil do seu pet e sobre a periodicidade correta.
Higienize o ambiente regularmente. Aspire tapetes, sofás, frestas e caminhas com frequência especialmente os locais preferidos do pet. Lave cobertores e brinquedos periodicamente. Lembre-se que apenas 5% da população de pulgas vive no animal; os outros 95% estão no ambiente.
Cuide do quintal. Mantenha a grama baixa, remova o acúmulo de folhas e elimine áreas úmidas e sombreadas que servem de esconderijo para carrapatos.
Evite receitas caseiras. Misturas com vinagre ou outros produtos naturais circulam bastante nas redes sociais, mas não possuem eficácia comprovada. Pior: ingredientes como alho são tóxicos para cães e gatos e podem causar anemia por dano às células do sangue. O que parece uma alternativa “natural” pode virar emergência veterinária.
Prevenção no pet e no ambiente: os dois precisam andar juntos
Um erro comum é tratar apenas o animal e esquecer o ambiente. Se o ciclo dos parasitas já se estabeleceu no ambiente doméstico nos tapetes, nas frestas, nas caminhas, o pet vai se reinfectar mesmo após o tratamento.
Por isso, a abordagem mais eficaz combina proteção contínua no animal com higiene e controle do ambiente. A linha pet da Kelldrin foi desenvolvida exatamente com essa lógica.
O Poderoso VET é indicado para cães e gatos adultos e filhotes a partir de 15 dias, atuando no controle de pulgas, carrapatos, piolhos e sarna sarcóptica. Sua fórmula com Fipronil 2,5% e Piriproxifen 2,5% age tanto no parasita adulto quanto nas formas jovens presentes no ambiente, ajudando a quebrar o ciclo de reinfestação.
O Shampoo e Condicionador 6×1 Matt complementa o cuidado antiparasitário com ação contra pulgas, carrapatos, piolhos e sarnas integrando proteção e higiene na rotina de banho do pet.
O Matt Plus Pulgas, Piolhos e Carrapatos também é indicado no combate às pulgas, carrapatos e piolhos que infestam os cães. Seu uso é externo, exclusivamente em polvilhamento sobre o pelo do animal.
O inverno pede atenção redobrada, não relaxamento
O maior risco do inverno não é o frio em si é a falsa sensação de segurança que ele provoca. Enquanto os tutores reduzem os cuidados, pulgas e carrapatos continuam circulando silenciosamente: nos tecidos, nas frestas, nos jardins e até nas roupas das pessoas.
Cuidado preventivo não tem estação. Manter a proteção ativa durante todo o ano é a forma mais inteligente e mais econômica de evitar infestações, proteger a saúde dos pets e garantir um ambiente seguro para toda a família.
Porque quando o assunto é parasita, o inverno que parece silencioso pode estar apenas esperando a próxima brecha.

